💰 Renda fixa
O cenário global voltou a ser dominado pelo risco inflacionário. O petróleo acima de US$ 95 e a alta dos yields mostram que o mercado está precificando maior persistência da inflação.
O Treasury americano de dez anos chegou a 4,8122%, enquanto o Japão manteve seu título de dez anos acima de 3%. A alta simultânea dos juros em diferentes economias reduz o espaço para valorização de títulos de longo prazo.
No Brasil, a Selic está em 14%. O PIB de 0,5% no segundo trimestre confirma uma desaceleração, mas o petróleo cria um novo risco para a inflação.
📈 Ações
O contraste entre Brasil e exterior é relevante. Enquanto o Ibovespa avançou 1,30% e fechou em 179.722 pontos, Wall Street encerrou a terça-feira em queda e os mercados asiáticos sofreram forte correção.
Petrobras foi o principal vetor da alta brasileira, beneficiada pelo avanço do petróleo.
🏢 FIIs
O aumento dos juros globais mantém pressão sobre os ativos de maior duration. Para os FIIs, a variável mais importante continua sendo a trajetória da curva de juros brasileira.
A desaceleração do PIB pode favorecer expectativas de cortes futuros da Selic, mas esse efeito pode ser parcialmente compensado pela pressão inflacionária provocada pelo petróleo.
💵 Câmbio
O real encerrou terça-feira fortalecido, com o dólar em R$ 5,1558.
O ambiente externo, entretanto, tornou-se menos favorável. O aumento dos juros americanos e a busca por proteção diante da crise geopolítica podem aumentar a demanda global por dólar.
🛢️ Commodities
O petróleo é o principal fator de risco do dia. O Brent voltou a superar US$ 95 diante da escalada militar e das incertezas sobre o Estreito de Ormuz.
No minério de ferro, a referência de 62% Fe está em US$ 95,84/t, enquanto o contrato de Dalian encerrou em ¥727/t. O movimento ainda é sustentado por recomposição de estoques das siderúrgicas chinesas, sem evidência de forte recuperação da demanda final.
📉 Inflação
A principal ameaça ao processo de desinflação global voltou a ser o petróleo.
Na Europa, a inflação de agosto chegou a 3,3%, impulsionada principalmente pela energia. Nos Estados Unidos, os preços da energia podem afetar as expectativas de inflação e, consequentemente, a política do Federal Reserve.
👨👩👧 Finanças pessoais
Para famílias e empresas, petróleo mais caro pode aparecer rapidamente nos preços de combustíveis, transporte, logística e alguns produtos industriais.
Com juros ainda elevados, o custo de crédito continua relevante. O ambiente recomenda atenção especial ao comprometimento de renda com financiamentos, empréstimos e dívidas pós-fixadas.
💡 O QUE MERECE ATENÇÃO HOJE
- 🛢️ Petróleo acima de US$ 95: principal risco para inflação e juros globais.
- 🌏 ADP às 8h15: primeiro grande sinal do mercado de trabalho americano antes do payroll.
- 📘 Fed Beige Book às 15h: informações regionais sobre atividade, emprego e preços.
- 🌏 Atividade brasileira: produção industrial e repercussão do PIB de 0,5%.
- 🌏 Banco do Japão: novas sinalizações sobre possível alta de juros em setembro.

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