Juros longos dos EUA atingem níveis históricos
O mercado de títulos americanos inicia outubro sob forte pressão. O rendimento do Treasury de 10 anos chegou a aproximadamente 5,33%, enquanto o título de 30 anos alcançou cerca de 5,66%, em níveis não observados desde 2002. A alta dos juros longos ocorre mesmo após dados de inflação americana mais comportados, refletindo preocupações com dívida, financiamento público e inflação de energia.
Petróleo permanece próximo de US$ 100
O petróleo continua sendo um dos principais fatores de risco para os mercados. O Brent chegou a aproximadamente US$ 100 por barril, enquanto o WTI superou US$ 92, com investidores acompanhando as negociações entre Estados Unidos e Irã e os riscos para o fornecimento de combustíveis. A China também suspendeu exportações de derivados de petróleo, aumentando a preocupação com a oferta global.
Micron reforça o ciclo de investimentos em inteligência artificial
A Micron apresentou resultados fortes e informou compromissos de fornecimento de aproximadamente US$ 32 bilhões no longo prazo. O resultado reforçou a demanda por memória utilizada em servidores de inteligência artificial e ajudou ações de empresas de semicondutores na Ásia, embora o mercado continue preocupado com o impacto dos juros elevados sobre as empresas de tecnologia.
Ásia começa outubro com forte divergência
O Nikkei avançou mais de 3%, apoiado por empresas de chips e inteligência artificial, enquanto o KOSPI também subiu. Em sentido contrário, o ASX 200 recuou aproximadamente 2%. China continental e Hong Kong permanecem fechados pelo feriado nacional.
Europa começa o último trimestre sob pressão
As bolsas europeias iniciaram outubro em queda. O STOXX 600 recuou cerca de 1,4%, enquanto bancos e mineradoras estiveram entre os setores mais pressionados. A alta dos rendimentos dos títulos soberanos, petróleo caro e preocupações com inflação aumentam a expectativa de juros elevados por mais tempo.
Indústria europeia mostra recuperação
O PMI industrial da zona do euro subiu para 52,9 em setembro, de 52,7 em agosto, atingindo o ritmo de expansão mais forte em mais de quatro anos. A atividade foi favorecida principalmente pela demanda por bens de investimento, equipamentos ligados à inteligência artificial e defesa. O problema é que os preços de insumos continuam pressionados.
Ibovespa encerra setembro com alta de 5,03%
O Ibovespa terminou setembro aos 186.340,46 pontos, alta de 1,37% no dia e de 5,03% no mês. O índice acumulou alta de 15,65% em 2026, enquanto o dólar comercial encerrou o mês próximo de R$ 5,17.
Contas públicas brasileiras continuam no radar
A dívida bruta do Governo Geral alcançou aproximadamente 82,9% do PIB em agosto, enquanto o déficit primário do governo central acumulado de janeiro a agosto chegou a cerca de R$ 94,9 bilhões. O resultado mantém a questão fiscal como importante variável para a curva de juros brasileira e para o prêmio de risco dos ativos domésticos.
Nova regra brasileira para criptoativos entra em vigor
A Resolução BCB nº 588, publicada em setembro, entra em vigor hoje. Instituições autorizadas pelo Banco Central passam a comunicar ao Coaf operações de transferência de ativos virtuais para ou de carteiras autocustodiadas em valor igual ou superior ao equivalente a US$ 10 mil. A regra estabelece obrigação de comunicação, não proibição ou limite de transferência.
Citi eleva projeções para Bitcoin e Ether
O Citigroup elevou sua projeção de 12 meses para o Bitcoin para US$ 113 mil, ante US$ 82 mil anteriormente, e para o Ether para US$ 3.028, ante US$ 2.240. O banco citou maior atividade no mercado de criptomoedas, condições macroeconômicas e entradas em ETFs como fatores positivos.

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